segunda-feira, 29 de maio de 2017

A inocência : Taro Zen de Osho

Olá queridos amigos!
Conforme falei ontem, estaremos nessa semana meditando sobre as cartas do Mestre Osho, que além de lindo, é muito interessante quando se trata de nos despertar a consciência, a nos ajudar a meditar sobre certos temas da vida.
Para este dia 30 de Maio sai com A carta A inocência, tradicional Arcano 19- O sol, do taro. E quem acompanha este blog vai lembrar que não faz muitos dias que este Arcano nos visita. Acredito que quando um Arcano se repete , certamente tem uma nova abordagem, um novo recado a nos deixar.
Se na visita anterior O sol estava a nos trazer alegria, clareza, energia para viver o dia , mesmo tendo sido chuvoso, hoje a temática é um pouco diferente.

Sabiamente parece que eu sintonizei uma mensagem que tem muito haver com os pensamentos que me acompanhavam enquanto eu saia do trabalho em direção a minha casa, como se o oráculo além de nos proporcionar um novo despertar, me respondesse acerca de algumas indagações que eu vinha fazendo sobre a vida.
Assim que tirei este Arcano, fui ler a visão de Osho sobre a carta, fui buscar textos de outros blogs que se relacionam com o tema e ai sim, pude constatar que era acima de tudo, uma resposta pessoal.
A inocência é um convite a nos integrar ao todo, sem nos apegarmos a ele. De forma resumida é isso que eu pude compreender dessa carta.
Osho nos chama atenção para as coisas que carregamos ao longo de nossa caminhada por aqui, mas que no fundo não fazem parte de nossa essência ( nome, profissão, sobrenome, status social, status afetivo). Essas coisas passam pela nossa vida, como instrumentos que podem nos auxiliar no aprimoramento do nosso verdadeiro Eu. 
O problema é que perdemos a inocência, a espontaneidade tão características das crianças, que mesmo tendo um nome, fazendo parte de uma família, de uma classe social, não se perdem nesse contexto. Apenas vivem, sonham, se relacionam, ou seja, não existe aquela pressão que acaba rolando quando nos tornamos adultos.
A carta que nos visita vem nos pedir exatamente isso: que deixemos de lado tantas pressões que nos fazemos, que permitimos que nos façam, sobre o que acreditamos ou nos fazem crer, do que deveria ser o correto em termos de postura, em termos de metas, em termos de realização. O sofrimento que isso gera, quando nos comparamos com as pessoas que julgamos terem mais sorte, serem mais felizes, terem mais poder, serem isso, terem aquilo. Já pararam pra pensar nisso?
E de repente percebemos pessoas que são felizes do jeito que são, com as coisas que possuem, e não pedem nada, apenas agradecem, por cada dia de vida, por cada oportunidade que a vida lhes concede de acordar e independente do clima, independente do momento, viver.
Claro que não quero com isso dizer que devemos largar todas as metas que gostaríamos de realizar, e simplesmente ficar vendo a vida passar pela nossa janela. O que eu entendi tirando essa carta é que podemos sim, correr atrás de sonhos, podemos sim, buscar o melhor que pudermos em termos de conforto material, podemos desejar ter alguém em nosso lado. Mas não devemos nos apegar a essas coisas, que acabam ficando quando um dia tivermos que seguir viagem.
E ai no outro texto, pude compreender algo que inclusive ouvi hoje na TV: a vida passa, o nosso corpo muda, as pessoas se afastam, outras se aproximam, mudamos de emprego, mudamos de casa, enfim, tudo é passível de mudança. Mas a nossa essência, essa é algo que vai além do nosso nome, da nossa roupa, da beleza física, da classe social.
A verdadeira essência é aquela parte da gente que trazemos de algum lugar, que se sobrepõe aos fatos. É a nossa luz, é a nossa individualidade, é o nosso jeito de ser, é a nossa capacidade de brilhar, mesmo que o dia seja chuvoso, mesmo que estejamos distante daquele que gostaríamos de estar. 
E a parte da gente, que como uma criança, não fica questionando o porque de certas coisas serem como são. Essa parte apenas vive um dia após o outro, O aqui e Agora. Fazendo o possível pra se sentir feliz, com aquilo que tiver a seu alcance no momento.
Textão eu sei. Mas acho que é interessante meditar sobre isso. Sejamos inocentes portanto.Grande beijo! 
E vou linkar esse outro texto que achei valioso também: 
Boa leitura (clique aqui).

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