Olá queridos amigos!
E lá estamos nós adentrando no ciclo de Setembro, o mês que transita entre o inverno e a primavera.
Mês que minha irmã querida completa mais uma primavera.
Mês de São Cosme e Damião, onde por sincretismo reverenciamos os Erês e Ibejis do panteão Afro Brasileiro.
Mês da Independência entre aspas de nosso país.
Mês que poderia ser marcado por mais uma edição da Parada da Diversidade em Florianópolis, mas que infelizmente por mais um descaso com as minorias, não será possível. Apesar que fiquei sabendo de que haverá um manifesto no período.
O rei de copas abre este ciclo e trás uma atmosfera sensível para o ambiente, para as pessoas.
O rei de copas representa a energia masculina utilizada de forma mais humanizada digamos, mais amorosa, mais respeitosa, mais receptiva.
O rei de copas é o homem maduro que aprendeu a controlar as emoções , mas também entendeu que em certos momentos é preciso saber expressar o que vai dentro de seu coração.
Falar que ama, chorar de alegria ou por qualquer outro motivo também é coisa de homem sim senhor.
Negligenciar isso é ficar a mercê das doenças que estão a cada dia virando manchetes de jornais e programas de TV.
O homem que não libera as emoções de um jeito, sem perceber acaba direcionando essa carga emocional em cima de algo ou alguém.
Por isso vejo um período para se pensar no emocional, seja você homem ou mulher, independente de orientação sexual. Como anda expressando o que sente? Como lida com os sentimentos das outras pessoas?
O mês entra favorável ao encontro com um homem romântico, de forma equilibrada. Ou diria de forma consciente. Sabe bem o que quer e vai mostrar isso de alguma maneira.
Ideal para você que precisa trabalhar esse aspecto afetuoso em si mesmo. Aprender a amar para então buscar o amor dos outros.
Ser gentil, ser amigo, ser carinhoso, ser aberto ao novo, ser água no meio de tanto fogo cruzado.
E que seja um dia de paz e amor!
A noite é como um olhar longo e claro de mulher.
Sinto-me só.
Em todas as coisas que me rodeiam
Há um desconhecimento completo da minha infelicidade.
A noite alta me espia pela janela
E eu, desamparado de tudo, desamparado de mim próprio
Olho as coisas em torno
Com um desconhecimento completo das coisas que me rodeiam.
Vago em mim mesmo, sozinho, perdido
Tudo é deserto, minha alma é vazia
E tem o silêncio grave dos templos abandonados.
Eu espio a noite pela janela
Ela tem a quietação maravilhosa do êxtase.
Mas os gatos embaixo me acordam gritando luxúrias
E eu penso que amanhã...
Mas a gata vê na rua um gato preto e grande
E foge do gato cinzento.
Eu espio a noite maravilhosa
Estranha como um olhar de carne.
Vejo na grade o gato cinzento olhando os amores da gata e do gato preto
Perco-me por momentos em antigas aventuras
E volto à alma vazia e silenciosa que não acorda mais
Nem à noite clara e longa como um olhar de mulher
Nem aos gritos luxuriosos dos gatos se amando na rua





